Eu não tinha ideia do que era a Marcha das Vadias. Há dias vinha escutando sobre isso na televisão, rádio e vendo nas redes sociais, mas não sabia exatamente o que era e o porquê de ser. No último final de semana pesquisei a respeito, porque sabia que no sábado Santa Maria a receberá.
De pronto, decidi ir. Não tenho a coragem de tantas mulheres de desnudarem o corpo e se mostrarem como forma de pedir respeito e igualdade. Mas me somo a elas na luta por esses direitos. Isso é um direito nosso, não estamos pedindo favor algum ou privilégio por gênero. Somos mulheres, precisamos ser livres e queremos que as pessoas entendam e aceitem isso.
Lutar pelas mulheres é muito mais que poder escolher que usar. Ser mulher é atitude. É ser mulher sem um fardo a carregar. Ser mulher não é um convite para a mente insana de alguns homens. É poder convidar homens para a insanidade, se assim quisermos. Se é para ser objeto, que seja por vontade própria.
Eu não sou menos por ser mulher. Não sou propriedade de ninguém. Usar roupa justa e curta não dá direito a ninguém me olhar atravessado ou dizer que estou “querendo”. Não usar roupa justa e curta não me diminui como mulher. O corpo é meu e eu faço dele o que eu quiser. Eu sou mulher e ponto. E não aceito ir de vítima a responsável por um ato de violência pelo tamanho da minha saia.
O que motivou a Marcha:
Em janeiro de 2011, ocorreram diversos casos de abuso sexual em mulheres na universidade de Toronto. Dai então o policial Michael Sanguinetti fez uma observação para que “as mulheres evitassem se vestirem como vadias (sluts, no inglês original), para não serem vítimas”. O primeiro protesto levou 3000 pessoas às ruas de Toronto.
Já ocorreu em Toronto, Los Angeles e Chicago, Buenos Aires e Amsterdã,dentre outros lugares. No Brasil já ocorreu em São Paulo, Vitória, Recife, Fortaleza, Salvador, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Pelotas, Florianópolis, Porto Alegre, entre outras.
(Fonte: wikipédia)



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