“19 de novembro de 1999.
Querido diário,
E tudo era tão fácil, tão simples e bonito. Eu queria ter ido a mil lugares e aqui permaneci. Gostaria de ter conhecido o mundo de trás pra frente e de cima para baixo e, no entanto, descubro um mundo no qual não sei onde fica o começo, tampouco o fim. Que me entristece e me encanta mais que entristece.
Sobretudo, conheço a mim. Quando volto e quando vou, quando parto e quando chego. Mas também não me conheço mais. Ter ficado será eu? Se partido tivesse, seria eu? Meus amores ainda são meus? Se não os amos mais, já não são mais meus? O que é meu e quem sou eu?
Nada nesse mundo é meu. Só o que tenho dentro de mim. Que nem ao menos sei o que é.
Eu sou o vento lá fora. Sem saber onde começa e onde termina.
Guilhermina.”
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