A arte de ver televisão.

25 01 2013

Começou o Big Brother Brasil e as reclamações sobre o programa. Eu não entendo a revolta com o reality show, visto que cada um dos que vejo reclamar – e os que não vejo encaixam-se também – tem uma opção simples e fácil: trocar de canal. Só para esclarecer, eu não assisto BBB, não gosto. Ponto. Mas não fico fazendo propaganda contra. Quando começa, eu simplesmente troco de canal. Durante a semana, vi nas redes sociais inúmeras pregações contra o programa, igual ao que acontece o ano todo com a Globo, e aposto que vai ser assim até o final. Só para constar, eu assisto a Globo. Assisto novela, às vezes, gosto de assistir Jornal Nacional, e domingo seguidamente vejo o Fantástico. Me condenem.

Mas antes de me chamarem de alienada ou de Globalete, como sou chamada em casa, digo que também assisto outros canais, outros noticiários, programas de entretenimento, mas friso que não é para me justificar por ter assistido a Globo, é porque as pessoas variam. Simples assim. As pessoas têm essa capacidade e não podemos subestimá-las, considerando-as burras, inaptas ou alienadas só por assistirem a Globo ou BBB. A Globo tem problemas, óbvio, ela é parcial, o que não deveria ser em muitos momentos, mas é. Ela cria um mundo no qual só o que importa é o que ela mostra. Mas as pessoas também são assim. As pessoas, em geral, seguem conforme seu mundo, o que não quer dizer que não devemos ter contato com elas, é uma questão de adaptação. Se nada der certo, nenhuma afinidade for identificada, rompem-se os laços.

Esta semana acessei uma rede social e várias pessoas falavam mal do Lasier Martins que, embora um dos mais odiados do Estado, é muito assistido e o que diz é levado em consideração e suas palavras disseminadas. A lógica que vejo é a de que quanto mais odiadas as instituições e pessoas, mais elas estão na boca do povo. Os discursos que tentam afastar as televisões e pessoas são os mesmos que os reforçam, e digo isso pois eu me incluo no exemplo. Cada vez que alguém falar sobre algo que eu não sei, se me interessar, eu vou pesquisar para ver do que se trata, e o imbecil, como muitas vezes os odiados são chamados, vai ter um telespectador ou ouvinte a mais.

Todos os canais têm problemas, mas não sejamos tão pessimistas com a vida. Todas as emissoras exploram uma linha de atuação que vem de cima e que rege todas as ações da empresa e o que temos que saber é selecionar o que vemos e levamos adiante, no boca a boca ou nas ferramentas de comunicação que utilizamos, porque no final das contas, tudo que assistimos na televisão são versões. Ver televisão é uma arte, não das mais fáceis, mas as pessoas têm, sim, condições de fazer essa seleção. Já olhei BBB, e não foi uma ou duas vezes. Me condenem de novo, mas acredito que nem por isso virei uma ameba.

Concordo com a campanha “na hora do BBB, pegue um livro para ler”, ou, então, troque de canal, meu amigo. Só isso. Mas essa é só a minha opinião.

(publicado em http://www.claudemirpereira.com.br)

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republicando.

28 08 2012

Porque deu uma saudade do Clayton.

Das coisas sem explicação

Nunca fui de muitos amigos. Tenho um que é extremamente competitivo. Para ele, tudo vira um incentivo para trabalhar mais e mais. Trabalho, um ponto de divergência entre nós. Tento fazer com que ele trabalhe menos e viva mais, o que não é facilmente compreendido. Mas ele é quem me manda e-mail antes do ano novo desejando um bom 2011, dizendo que apesar de tudo sou sua melhor amiga.

Também tem uma mocinha linda que nunca dá notícias, foge para outro continente sem nem avisar. Às vezes acho que tudo não passa do medo que ela tem de que alguém tome seu lugar ou lhe faça algum mal. Só que ela é a única que todo dia 17 de janeiro envia um e-mail, mensagem via celular ou messenger, parabenizando pelo aniversário de formatura e agradecendo por eu ter feito parte dessa etapa da sua vida.

Outro é uma pessoa incomodada e incomodativa e, realmente, ele é chato. Quando acho que estou fazendo algo importante ou interessante ele vem e joga um balde de água fria. A cada dia da cerveja ele consegue debochar de mim com a mesma piada e faz com que todos deem risada pela milésima vez dela. Quem é obrigado a adivinhar que a sinalização era a turística e não a de trânsito? Mas ele é um dos poucos que aceita o convite para ir à minha casa comer um churrasco que há tempos havia sido prometido. Ele chega lá e elogia a casa e a comida. E uma coisa eu aprendi. Se ele elogia é porque é sincero, visto que ele não é do tipo que finge.

Fazendo uma autocrítica, sei que não sou das melhores companhias. Posso ser egoísta, sobretudo se o assunto for comida, faladeira, comilona, gritona e “perguntadeira”. Também tenho mania de limpeza, embora em um nível bem menor agora. Gosto de tomar cerveja e quando levemente embriagada posso chegar ao ponto do “te considero pra caramba”. E os piores: teimosa, impaciente e, segundo a Fabi, ansiosa.

Não são só esses os amigos. Têm outros que somem, reaparecem e em algum momento, quando menos espero, enviam uma mensagem de apreço ou um simples sinal de que não me esqueceram. Mesmo não tendo muitos, os poucos são ótimos.

Junto com o sumiço das canetas BIC e dos guarda-chuvas, a amizade é dessas coisas que não conseguimos explicar.

Pessoas tão diferentes que se encontram, se gostam e viram amigos… Simples assim!





26 06 2012

Sou metida. Sou metódica. Sou briguenta e birrenta. Sou muitas coisas. Mas não sou uma pessoa ruim (e acho). Acredito na força do coletivo, por mais que me seja penoso. Quem me conhece sabe que abraçar o mundo e tentar resolver seus problemas é minha maior qualidade. Ou defeito. Vai saber…

Nasci para mandar. Isso é fato.

Ou seja, minha personalidade não é das mais fáceis, mas eu tento. Juro.

***

Dia desses ouvi que pobres não merecem ter uma pavimentação em condições razoáveis em frente a suas casas. Percebam, estou dizendo razoável, nada de calçamento ou asfalto, tampouco asfalto ecológico ou vias de concreto. Resto de asfalto, brita ou pó de brita, só isso.

Também ouvi que porque há contravenção e impunidade no Brasil de todos os calibres, é permitido fazer xixi na rua.

“Tanta gente comete tanta coisa por aí que uma coisinha assim não vai fazer diferença”, escutei.

***

Não compactuo de pensamentos mesquinhos ou conformistas, como esses.

Sou aquela que acredita, ao contrário da grande maioria, que a Rio + 20 foi algo positivo só por reunir pessoas que talvez nunca estivessem engajadas por uma mesma causa.

Posso ser meio Poliana, mas procuro ver o lado bom das coisas.

E em uma cidade na qual ninguém usa cinto de segurança ao dirigir, eu sou aquela que não dirige sem ele.

Somos aquilo que escolhemos ser.

Prefiro ser assim a ter um recalque com o mundo.





é só poesia.

18 06 2012

Hoje, na aula de inglês, discutíamos sobre uma música que para mim é das mais emocionantes, junto com os Cegos do Castelo, New York New York, Amigo Punk, Refrão de um bolero e, com certeza, mais um punhado que não lembro agora. A letra sobre a qual me refiro é Fix You, do Coldplay, que, definitivamente, me aquece a alma.

Falávamos sobre as luzes que guiarão até em casa, incendiar os ossos e consertar alguém e a conexão disso tudo. A conclusão mais inconclusa e mais reconfortante é de que é só poesia.

Não precisa ter sentido, desde que toque o coração e a alma. Então não é mais só poesia e para mim basta.





Marcha das vadias.

28 05 2012

Eu não tinha ideia do que era a Marcha das Vadias. Há dias vinha escutando sobre isso na televisão, rádio e vendo nas redes sociais, mas não sabia exatamente o que era e o porquê de ser. No último final de semana pesquisei a respeito, porque sabia que no sábado Santa Maria a receberá.

De pronto, decidi ir. Não tenho a coragem de tantas mulheres de desnudarem o corpo e se mostrarem como forma de pedir respeito e igualdade. Mas me somo a elas na luta por esses direitos. Isso é um direito nosso, não estamos pedindo favor algum ou privilégio por gênero. Somos mulheres, precisamos ser livres e queremos que as pessoas entendam e aceitem isso.

Lutar pelas mulheres é muito mais que poder escolher que usar. Ser mulher é atitude. É ser mulher sem um fardo a carregar. Ser mulher não é um convite para a mente insana de alguns homens. É poder convidar homens para a insanidade, se assim quisermos. Se é para ser objeto, que seja por vontade própria.

Eu não sou menos por ser mulher. Não sou propriedade de ninguém. Usar roupa justa e curta não dá direito a ninguém me olhar atravessado ou dizer que estou “querendo”. Não usar roupa justa e curta não me diminui como mulher. O corpo é meu e eu faço dele o que eu quiser. Eu sou mulher e ponto. E não aceito ir de vítima a responsável por um ato de violência pelo tamanho da minha saia.

Em Santa Maria, no próximo sábado, 3 de junho.

O que motivou a Marcha:

Em janeiro de 2011, ocorreram diversos casos de abuso sexual em mulheres na universidade de Toronto. Dai então o policial Michael Sanguinetti fez uma observação para que “as mulheres evitassem se vestirem como vadias (sluts, no inglês original), para não serem vítimas”. O primeiro protesto levou 3000 pessoas às ruas de Toronto.

Já ocorreu em Toronto, Los Angeles e Chicago, Buenos Aires e Amsterdã,dentre outros lugares. No Brasil já ocorreu em São Paulo, Vitória, Recife, Fortaleza, Salvador, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Pelotas, Florianópolis, Porto Alegre, entre outras.

(Fonte: wikipédia)





motoristas x pedestres.

10 04 2012

Passado o dia do Jornalista, comemorado (?) no último sábado, 07, me questiono quanto a superioridade dos profissionais, meus colegas.

Na segunda-feira escutei o Alexandre Garcia falando sobre o trânsito, quase aos gritos, como é costume em seus comentários. Ele falava sobre motoristas que não respeitam os pedestres, sobretudo nas faixas de segurança. E quando ouvi isso recordei que um dia antes eu havia passado por uma situação relacionada ao assunto.

Quando o sinal abriu para minha via, dei partida no carro, mas logo tive que usar o freio, pois um homem passava pela faixa com mais duas ou três crianças.

Fiquei muito brava, pois as cobranças recaem somente sobre os motoristas. Se esse senhor não tem responsabilidade sobre sua vida, sou eu quem tem que ter? A lógica dos que estão na televisão é essa. Eu tenho que cuidar de mim e dos outros.

Acredito que eu como motorista realmente tenha que ter respeito com os pedestres, mas esses também têm que ter um pouco de atenção para sua saúde e bem- estar. Se a rua não é dos veículos, também não é só de pedestres.

A responsabilidade está nos dois.

Isso sempre é bom lembrar.

Duvido que o Alexandre Garcia tenha parado em todas as faixas de segurança que se apresentaram em sua frente durante toda sua vida e também duvido que nunca tenha passado por uma situação como a minha.

Sugiro que alerte para a responsabilidade de ambos. Pedestres e motoristas.

E bom dia do Jornalista, atrasado. Ou bem feito.





calor.

4 04 2012

Estudo e chá gelado. Porque está quente…